O valor de questionar, discernir e ampliar
O ardente debate a respeito das queimadas e demais formas de desmatamento da floresta amazônica, nestas últimas semanas, mais do que a preocupação com o destino do mais vasto bioma brasileiro – bem como com a qualidade de vida no planeta, decorrente, entre outras causas, desses lamentáveis acontecimentos –, tem me propiciado reflexões sobre o pouco valor que se tem dado a três práticas fundamentais para qualquer discussão que se pretenda saudável, consistente e eficaz: questionar, discernir e ampliar. Os debatedores mais contundentes se dividem, em sua maioria, em dois grupos bem definidos: os que criticam o atual governo brasileiro e o apontam como o grande responsável pelo volume impressionante de queimadas este ano; e aqueles que, em sintonia com o presidente Jair Bolsonaro, têm indicado organizações não governamentais (ONGs) como atuantes nos eventos de destruição da floresta, e também criticado países estrangeiros e personalidades famosas que se manifestaram contra a devastaç...