A busca
“Busco alguém que me complete”. “Busco realização no trabalho”. “Busco refúgio no lar”. E por aí vai... Enfim, estamos sempre buscando. Mas fica uma pergunta no ar: quanto dessas buscas se concretiza e, mais do que isso, se pereniza, ou seja, se mantém estável, sem abalos, ao longo do tempo? Se encontrarmos alguém que nos complete, a primeira grande decepção (ou quiçá mesmo pequena) da qual ele ou ela for protagonista nos fará novamente nos sentirmos incompletos. Se houver qualquer significativo entrave ou desavença no campo do trabalho, a realização que até então sentíamos correrá forte risco de soçobrar. E, se o lar já não for o mesmo de outrora, com a harmonia de tempos tidos como felizes, não teremos mais onde nos refugiar. O que nos cabe então buscar? Independentemente de você, caro leitor, cara leitora, ter religião ou não – e, em tendo, não importa qual seja –, lanço mão de uma frase de Jesus, relatada por Lucas, no capítulo 17, versículo 21, do Evangelho de sua autoria...