Crônicas fora de hora – IV: “Um novo ano de boas surpresas”
Quanto do que planejamos ou almejamos para 2020 se realizou? Talvez muito pouco, até porque não contávamos com a grande surpresa do ano: a pandemia. Ainda assim, se fizermos um esforço para nos lembrarmos dos anos anteriores, é bem possível que, mesmo sem algo tão impactante a nos modificar a rotina, percebamos que igualmente não tivemos todos os nossos desejos e objetivos satisfeitos. De uns tempos para cá, por recomendação de uma amiga, mais esotérica do que eu, todo final de ano tenho escrito uma carta, para mim mesmo, a ser aberta doze meses depois, com uma espécie de lista de desejos, porém escrevendo, em agradecimento a Deus, como se tudo já tivesse sido realizado. Na primeira, que eu me lembre, inseri muitas metas específicas, do tipo ‘aprender a montar aplicativos’ ou ‘voltar a estudar italiano’ – resultado: muita coisa deixei de concretizar. No ano seguinte, priorizei objetivos mais genéricos e/ou de manutenção do que já vinha ocorrendo, como ‘estar com a saúde em dia’ – o índ...