A memória nos trai, ou no mínimo reconstrói os fatos sob o olhar daquilo que nos marcou, ou do que passamos a ser ao longo do tempo, ou do que somos hoje. Confesso que não tenho lembranças claras de muitos Natais, mas sem dúvida um dos que melhor guardo na memória aconteceu no início dos anos 80, eu ainda uma tenra criança. Era comum, àquela época, após cruzarmos a meia-noite em casa de parentes, regressarmos ao lar ansiosos – eu e meus irmãos, embora não me recorde se Leandro, o mais novo, já era nascido – para abrirmos os presentes deixados por Papai Noel junto à nossa árvore de Natal. Naquele ano, eu pedira ao bom velhinho brinquedos um tanto semelhantes aos atuais ‘transformers’, claro, com as limitações da época – enfim, algo do tipo caminhão que vira helicóptero, avião que vira barco; se não me engano dois. Chegando em casa, pacotes abertos, entre eles não estavam os presentes desejados. O que ganhei foi uma coleção de bichinhos de plástico na cor laranja, representando animais t...
Comentários
Postar um comentário