Por que “O Farol e o Moinho”?
Farol: símbolo de
iluminação. Moinho: símbolo de transformação.
Iluminar e transformar é o que pretende,
nada modestamente, este blog. A começar por seu próprio autor.
A luz que desejo para o próprio blog, bem
como para seus eventuais leitores, é a mesma que quero para mim. E somente com
luz é possível transformar.
Aprendi que escrever é não apenas uma das
melhores maneiras de transformar (os outros, ou quem sabe o mundo), mas
igualmente de transformar-se, de
desenvolver o autoconhecimento, pois, ao tentar expressar aos outros o que
pensamos ou sentimos, acabamos por descobrir pensamentos e sentimentos que
sequer conhecíamos.
Havia muito tempo eu, efetivamente, não
escrevia. Está sendo uma reestreia. Jornalista de formação, com mais de uma
década trabalhando especialmente com divulgação da ciência, nos últimos anos
mais corrigi os textos dos outros, atuando como revisor, do que escrevi os meus
próprios – se é que de fato escrevi algum, nesse período, que seja digno de nota.
Sentia que já era hora de mudar esse cenário, que
dentro de mim já ansiava por um novo alvorecer, por mudança, por movimento, por
renovação.
Esta não será minha primeira experiência com blogs.
Durante pouco mais de um ano mantive a página “TransCiências: Ciência e Transdisciplinaridade” e, mais recentemente, um canal no YouTube, o “Redação em Gotas”,
relacionado a uma outra atividade que tenho desenvolvido nos últimos tempos,
que é dar aulas de redação.
Ambas as experiências, porém, embora ótimas e de
grande aprendizado, esbarraram em um obstáculo que, com o tempo, se tornou
quase intransponível: a pressão por pautar-me mais por exigências externas do
que por disposições internas. Ao, por exemplo, sair uma notícia importante no
campo da ciência, eu me sentia obrigado, no antigo blog, a fazer algum tipo de
comentário, ainda que pouco acrescentasse ao que já se havia dito sobre o fato.
Já no canal no YouTube, que talvez um dia eu retome, a fortíssima concorrência,
de gente com mais recursos técnicos, visuais, de tempo, etc., me forçava a ter
um diferencial que jamais encontrei.
Desta vez, farei o que quiser com este blog – o qual,
aliás, já pensava há tempos em abrir, e estava projetando para iniciar no final
deste ano, mas senti que era preciso antecipar. Abordarei quaisquer assuntos,
desde aqueles de que mais gosto (espiritualidade, filosofia, ciência, música, a
própria escrita) até outros que aprecio um pouco menos, mas que repercutem em
mim, em meu dia a dia, e também são de fundamental importância, como política,
esportes, economia, cultura e entretenimento, entre outros. E, enfim,
escreverei até do que não gosto, caso julgue indispensável – e quem sabe até
volte a fazer poesias. Nada está descartado.
Mas não esperem que eu escreva sempre. Se eu não tiver
tempo, se eu não tiver nada a acrescentar, se eu não sentir necessidade,
simplesmente me calarei. Se for para eleger duas bandeiras para este blog,
provavelmente serão: liberdade e vontade.
E, pensando bem, liberdade parece ter muito a ver com
farol, e vontade com moinho... Juro: não havia pensado nessa relação até
escrever o parágrafo anterior, o que reforça o que redigi há pouco, a respeito
das ideias e emoções, antes desconhecidas, que descobrimos ao escrever – até porque
talvez haja poucas maneiras melhores do que essa para colocar pensamentos e
sentimentos em algum tipo de ordem, por mais rudimentar e sujeita ao caos que
seja.
A todos – ainda que poucos – os que vierem a ler algo
deste blog (aliás, já leram, e com uma certa dose de heroísmo, ao chegar,
finalmente, ao término deste texto inaugural), meu grande abraço, meu muito
obrigado e minhas boas-vindas.
Já valeu por este texto, ainda não sei quando será o
próximo...

Caro primo, jamais se menospreze pois inteligência e criatividade não lhe faltam, e sem falar da bagagem cultural que carrega.
ResponderExcluirBoa sorte neste novo rumo. Abs!
Olá, Marco! Quanta honra por ser você o primeiro a postar um comentário no blog. Obrigado por isso e pelos votos de boa sorte!
ExcluirMas, enfim, não se trata de automenosprezo, apenas um certo senso de realidade. Nada que seja grave e que não tenha solução, até por isso estou tentando esse novo rumo.
Abração!
Mauro, muito legal a iniciativa de seu blog. Não podemos deixar morrer dentro de nós esse desejo de escrever que pode iluminar, confortar e esclarecer tantas pessoas! Adorei o seu texto!
ResponderExcluirOi, Anne! Muito obrigado por seu belo comentário e por ter apreciado o texto de estreia. Um beijo!
ExcluirAdorei Mauro! Torcendo por você, como sempre! Bjs
ResponderExcluirNão sei porque não apareceu meu nome mas tudo bem, rs, sou eu - Vanessa Meira. Bjs
ExcluirMuito obrigado, Vanessa "Unknown" (risos)! Beijos!
ExcluirOi Mauro mais um passo, que legal! ... Estou com saudades e ansiosa para ver este novo trabalho. Abraços querido
ResponderExcluirMuito obrigado, querida! Um beijo, tudo de bom!
ExcluirMauro meu estimado professor! Que honra acompanhar seus comentários nesse blog. Amei o seu texto inicial. Achei perfeito, sem obrigação de nada acredito ser mais prazeroso escrever. Que esse blog lhe traga muitas alegrias e que seja um hoby paradisiaco no seu cotidiano. Um grande abraço e muito sucesso para você sempre
ResponderExcluirEita kkkkk n saiu meu nome n comentário a cima kkkk desculpa professor! Um abraço Cleilda Lapa
ResponderExcluirOi, Cleilda, muito obrigado! Que suas doces palavras se façam sempre realidade. Um beijo, tudo de bom!
ExcluirParabéns, Mauro! Gostei muito do seu texto inaugural!
ResponderExcluirEscrever é, antes de mais nada, um ato de coragem. Não é nada fácil expressarmos em palavras pensamentos e sentimentos e, menos ainda, expormos ao mundo o que vai dentro de nós.
Achei perfeita a sua decisão de escrever quando e se quiser. Escrever apenas para manter uma frequência, como várias pessoas fazem, não faz sentido.
Ótima escrita!
Disse tudo, Fátima! Muito obrigado por suas palavras e pelo incentivo. Um grande abraço!
ExcluirImpactada. Parabéns! Leve e sincero.
ResponderExcluirMuito obrigado, Carol! Que eu consiga continuar impactando.
Excluir