Renasçamos
Já se vão quase quatro meses desde o último texto publicado neste blog. De lá pra cá, a vida se agitou, as ideias se confundiram e nada de claro e consistente emergiu a ponto de se congregar na forma de algo que fosse digno de ser denominado texto. Mas talvez não haja oportunidade melhor que a das vésperas de Natal para justamente renascermos após tal período de hibernação.
Celebra-se, é verdade, um nascimento, e não um renascimento. Mas, em se tratando de ninguém menos que Jesus, a ideia de renascer tem todo o sentido. Não apenas pelo que lhe ocorreu naquela Páscoa distante, de há quase dois mil anos, mas sobretudo porque tudo o que ele nos trouxe, em ensinamentos e exemplos, tem algo de renascimento, que cala em nossos corações e nos faz querer ter nova vida.
Celebra-se, é verdade, um nascimento, e não um renascimento. Mas, em se tratando de ninguém menos que Jesus, a ideia de renascer tem todo o sentido. Não apenas pelo que lhe ocorreu naquela Páscoa distante, de há quase dois mil anos, mas sobretudo porque tudo o que ele nos trouxe, em ensinamentos e exemplos, tem algo de renascimento, que cala em nossos corações e nos faz querer ter nova vida.
Talvez esse tipo de discurso
soe um tanto piegas a parte dos leitores deste blog, sejam seguidores de
religiões não cristãs, agnósticos, ateus, ou mesmo entre parcela dos que lhe
sejam seguidores, mas o que dizer diante de tão notável figura que nos
estimulou a amar a todos indistintamente, a perdoar sem limites, a buscar a
reconciliação mesmo com os nossos mais renitentes adversários, a acreditar sempre
num ser supremo e perfeito que nunca nos abandonaria?
Era, sem dúvida, alguém
superior. E muito superior! E, se um cristão pode admirar e buscar seguir os
ensinamentos (se não todos, parte deles) de um Buda, um Moisés, um Maomé, um
Gandhi, um Yogananda, por que não um não cristão admirar, refletir sobre e
colocar em prática ao menos parte do que Jesus nos ensinou? Afinal de contas,
quem ousaria questionar que o caminho do amor, do perdão, da reconciliação e da
confiança em algo maior (se não Deus, a própria vida) seria, em essência, uma estrada
de rumo equivocado?
A propósito, Paramahansa
Yogananda, um dos luminares do hinduísmo, contemporâneo de Gandhi, reconheceu
Jesus como o maior dos Cristos – o que demonstra que podemos encarar as
religiões não como campos com fronteiras delimitadas, guetos, repartições, mas
sim como presentes para a humanidade que, a despeito dos erros e desvios
cometidos em seus nomes, podem dialogar, se amalgamar e formar algo ainda
maior, com sentido vivencial e ético para quaisquer pessoas, independentemente
de abraçarem uma religião, filosofia, doutrina ou crença em particular.
Aproveito então este
momento de teor ecumênico para, por um lado, fazer renascer este blog e, por
outro, desejar a todos ótimas festas de final e transição de anos, bem como,
acima de tudo, um 2020 esplendoroso e abençoado, com muito amor, saúde, paz,
felicidade, prosperidade, realizações e tudo o mais que se possa acrescentar de
bom a esta breve lista. Espero que nos reencontremos aqui em breve, e que
semelhantes encontros sejam mais constantes e, sobretudo, saborosos. E que
renasçamos sempre, cada vez mais!
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